Entre discos e livros: quando a marcenaria vira galeria de arte
23/09/2025

Em um mesmo ambiente, duas coleções ganham protagonismo: os vinis e os livros. Assinada pela arquiteta Dalliane Queiroz e executada pela loja New de Natal, a Sala de Vinil foi concebida para unir funcionalidade e emoção, transformando a marcenaria no fio condutor de uma verdadeira galeria cultural. Nesse espaço, cada álbum pode ser apreciado como uma obra de arte e cada livro como parte de uma narrativa viva.

De um lado, os discos ficam dispostos em nichos individuais com frente emoldurada, permitindo que as capas icônicas sejam exibidas como quadros em exposição. O detalhe está na estrutura basculante: cada módulo pode ser aberto, revelando o espaço interno onde mais discos ficam organizados. Além de otimizar o ambiente, esse sistema garante o armazenamento correto, preservando os vinis da luz direta e mantendo-os sempre bem acomodados.

Do outro lado, a biblioteca amplia o espírito cultural do projeto. Nichos bem proporcionados acolhem a diversidade de títulos, permitindo uma organização clara e ao mesmo tempo convidativa.

Livros e discos dividem o protagonismo, criando uma sala que respira conhecimento, memória e inspiração. Assim, o mobiliário equilibra beleza e praticidade: oferece o impacto visual de uma estante viva e a comodidade de acessar e trocar os discos sempre que a música pedir.
O madeirado Native, escolhido para toda a marcenaria, foi essencial para dar unidade e aconchego. A madeira clara traz leveza e cria uma base neutra que valoriza tanto as capas coloridas dos vinis quanto a diversidade dos livros.

O resultado é um ambiente agradável, sofisticado e cheio de personalidade, que vai muito além do simples armazenamento. A Sala de Vinil é um convite para apreciar a música e as histórias com todos os sentidos, do som ao visual, traduzindo a sensibilidade da arquiteta e a qualidade do mobiliário planejado New.
Fotos: Rayssa Lima